“Isso se soma às tarifas já existentes sobre essas mercadorias”, esclareceu um de seus assessores.
Alemanha pede ‘resposta firme’ da União Europeia
O governo alemão pediu nesta quinta-feira que a União Europeia dê uma “resposta firme” ao aumento das tarifas. “Deve ficar claro que não nos curvaremos aos Estados Unidos”, disse o ministro da Economia e vice-chanceler Robert Habeck em um comunicado, já que o importante setor automobilístico alemão será duramente afetado por essas medidas. A UE deve mostrar “força e autoconfiança” diante de Washington, acrescentou Habeck.
A taxa aplicada até agora era de 2,5%. Isso significa que os carros importados serão taxados em 27,5% do seu valor a partir de abril. Os fabricantes de automóveis alemães, por sua vez, descreveram o aumento das tarifas como um “sinal fatal para o livre comércio”.
Os 25% de taxas alfandegárias adicionais “representam um fardo considerável para as empresas e cadeias de suprimentos globais” na indústria automotiva, “com consequências negativas, especialmente para os consumidores, inclusive na América do Norte”, disse a Associação Alemã de Fabricantes de Automóveis (VDA).
Canadá e México, parceiros dos Estados Unidos no Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (T-MEC), também serão prejudicados. O México exporta 80% dos veículos que fabrica para os Estados Unidos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Geografia. As montadoras americanas possuem fábricas no exterior que abastecem o mercado interno, principalmente no Canadá e no México.
noticia por : UOL